Resenha: O Diário Secreto de Lizzie Bennet

Título: O Diário Secreto de Lizzie Bennet

Autor(a): Bernie Su

Páginas: 364

Editora: Verus

Avaliação: 3/5

Sinopse: Lizzie Bennet é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a de suas irmãs. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, as coisas começam a ficar mais interessantes para as irmãs Bennet ― e para os seguidores de Lizzie na internet. De repente, Lizzie ― que sempre se considerou uma garota bastante normal ― se torna uma figura pública. Mas nem tudo acontece diante das câmeras. E, felizmente para nós, ela escreve um diário secreto… Com reviravoltas que vão deliciar os fãs de Jane Austen, assim como novos leitores, O diário secreto de Lizzie Bennet expande o fenômeno da web série que encantou quase dois milhões de espectadores e faz uma releitura inédita de Orgulho e Preconceito.

Pensei bastante se iria ou não fazer uma resenha sobre esse livro, por um lado eu estava com muita vontade de falar sobre esse livro, por outro eu não queria fazer outra resenha sobre um livro que me decepcionei, mas como a avaliação desse livro está muito alta na Amazon eu pensei que poderia ser bom dar uma opinião um pouco diferente para quem pensa em ler esse livro. Ultimamente eu tenho lido algumas adaptações de Orgulho e Preconceito e antes de ler esse livro eu havia lido O Diário de Mr. Darcy, da Amanda Grange e ambas as leituras me deram o mesmo sentimento, não são livros ruins, mas são livros decepcionantes.

Orgulho e Preconceito é um dos meus livros preferidos de todos e eu já li muitas adaptações dessa obra e por já ter lido muitas eu me tornei um pouco crítica às adaptações, em relação ao livro do Mr. Darcy a minha maior decepção foi justamente ter lido uma fanfic que tinha quase o mesmo plot, mas era muito melhor, mais bem escrito e próximo de algo que a Jane Austen escreveria. A ideia de O Diário de Lizzie Bennet é bem bacana, um dos pontos mais positivos para mim foi que o autor fez o possível para adaptar os diálogos para os dias de hoje e ficou bom e coerente com a obra original. Outro ponto positivo são alguns personagens, eu gostei muito mais dos pais da Elizabeth nesse livro que no livro original, principalmente a mãe dela que nesse livro eu achei engraçada, em Orgulho e Preconceito eu só sabia sentir vergonha das cenas dela. Jane, Bingley(que nesse livro é Bing Lee), Caroline, Georgiana e Charlotte são personagens muito bem adaptados, parecendo muito com os personagens originais.

Nesse livro Kitty e Mary não fazem parte das irmãs Bennet, enquanto a Kitty é uma gata(literalmente), a Mary é uma amiga da Lydia. Falando sobre a Lydia, eu achei que mataram a personagem da Jane Austen porque eu gostei da Lydia nesse livro e na história original é muito difícil sequer tolerar a Lydia. Existe uma sequência desse livro que é a história da Lydia, então por um lado eu entendi porque fizeram uma redenção para essa personagem, mas por outro eu acho que aconteceu uma passada de pano enorme para as atitudes da Lydia como se ela só fosse uma menina carente de atenção que faz besteira para chamar atenção, quando na história original a Lydia era a filha mais mimada pela mãe, tinha vários amigos e fazia besteira sem sequer pensar em como aquilo iria repercutir. Eu entendo que as ações da Lydia não teriam o peso hoje que tinham na época que se passa Orgulho e Preconceito, mas eu acredito que teria uma forma melhor de retratar a personagem que passando o pano para tudo o que ela fazia.

Agora sobre a Elizabeth e o Darcy, eu não assisti a web série, então eu vou criticar apenas com base no livro. Eu achei de uma irresponsabilidade tremenda a Elizabeth filmar e expôr as pessoas sem ao menos trocar o nome delas, tudo bem pra mim ser uma história contemporânea onde a Elizabeth é youtuber, só que é muito fora da personagem original uma Elizabeth que não apenas se expõe como também expõe a própria família ao ridículo. O Darcy desse livro é muito parecido com o original, a única parte que eu achei forçada mesmo foi a questão dos vídeos, se tem uma pessoa que te expôs na internet e fala horrores de você, você provavelmente ficaria irritado e não foi o que aconteceu. Na verdade a Elizabeth fazia exposição de Deus e o mundo nos vlogs dela e ninguém ficou chateado com isso, achei um ponto muito negativo porque teria como retratar esse tema melhor porque tem vida fora da internet.

Não é um livro ruim, longe disso, mas não me emocionou em nada e foi muito frustrante não gostar tanto de um livro tão bem avaliado. Com toda a sinceridade do mundo eu já li fanfics muito melhores e retrataram bem melhor os personagens. Pode funcionar melhor como web série, mas como livro eu achei que faltou muito.

Conteúdos gratuitos para a quarentena

Olá, hoje eu conheci uma nova plataforma para assistir filmes e assisti o maravilho Cinco Graças de forma gratuita, então decidi fazer para vocês uma lista de conteúdos, plataformas e serviços que estão gratuitos para que vocês possam utilizar da melhor maneira durante esse período de quarentena. Espero que vocês gostem!

1 – Petra Belas Artes – Esse serviço foi onde eu assisti o Cinco Graças, eles oferecem 15 dias de graça e a melhor parte é que o cadastro é super simples e nem precisa adicionar o cartão de crédito ou algo do tipo. Os filmes desse streaming passam por curadoria, então é um ótimo serviço para quem é cinéfilo ou para quem só quer assistir um filme fora da mesmice. Tem muitos filmes clássicos e filmes contemporâneos maravilhosos que a maioria do público não conhece.

2 – Amazon: Eu coloquei Amazon de forma bem genérica porque tem três formas de ter conteúdo gratuito com a Amazon. A primeira é o Kindle Unlimited que oferece 30 dias de graça, pra quem não sabe o Kindle Unlimited é o serviço para alugar livros e lá tem milhares de livros. Depois tem a Amazon Prime que também tem teste grátis por 30 dias e além de um acervo de livros, tem música, filmes e séries. E por último tem os livros que são de fato gratuitos e que ficam com você em definitivo, na loja Kindle tem livros gratuitos disponíveis todos os dias, tem alguns livros que estão sempre gratuitos no acervo, mas no geral são os escritores(incríveis) que disponibilizam o livro de graça por alguns dias, só nessa quarentena eu baixei algo em torno de 100 livros de graça pela Amazon. Dica: Se você gostou do livro, recomende e deixe uma avaliação que ajuda muito o escritor que disponibilizou o livro.

3 – Oldflix: A Oldflix é um streaming com filmes clássicos, no catálogo tem filmes como Dirty Dancing, e oferece uma semana de graça. Esse eu ainda não testei, mas fica aqui de aviso para quem assim como eu não conhecia essa plataforma.

4 – GloboPlay: Assim como a Oldflix, a Globoplay oferece uma semana de graça. É uma boa oportunidade para quem quer maratonar Manifest, Killing Eve ou The Good Doctor, além de outras várias séries que eles tem no acervo.

5 – Telecine Play: O Telecine Play tem provavelmente o melhor acervo de filmes entre todos os serviços de streaming que eu conheço, eles tem mais de 2000 filmes e o acervo tem filmes bem recentes, como Bacurau e Rocketman. E não é só de filmes recentes que vive o Telecine Play, eles tem por exemplo um pequeno acervo de filmes do Ingmar Bergman. Eles oferecem 30 dias gratuitos e vale muito a pena usar esses 30 dias durante a quarentena.

6 – Cursos Online: Existem diversos sites disponibilizando cursos gratuitos para vocês se especializarem durante a quarentena, é impossível citar todos então vou mencionar apenas alguns: FGV, Udemy, Harvard, Senai, Fundação Bradesco, USP, Unieducar, entre muitos outros. Nem todos disponibilizam certificado gratuito, mas não deixa de valer a pena, minha irmã está estudando coreano em um curso que ela encontrou na Coursera.

10 livros descontraídos para ler na quarentena

Minha faculdade está parada durante a quarentena, então como eu estou sem aulas e com a certeza que não vou ter férias por causa desse período sem aulas estou intercalando entre estudar para o inglês(que vai voltar em breve com aulas online) e me divertir, assisti alguns filmes sem nenhum compromisso e voltei a ler com frequência que é algo que eu não vinha fazendo há algumas semanas. Como esse período está bem turbulento e desagradável, eu achei que seria bom trazer algumas sugestões de livros descontraídos para que vocês pudessem se distrair um pouco da situação que está ocorrendo.

1 – Perdida – Carina Rissi:

A Carina é uma das minhas autoras nacionais preferidas e Perdida é um dos livros mais conhecidos dela. Conta a história da Sofia que depois de comprar um celular novo vai parar no século XVIII, lá ela faz novas amizades e é acolhida por um cavalheiro chamado Ian que é o mocinho dos sonhos. É um romance lindo que te deixa com muitos sentimentos bons quando você termina de ler. E o melhor, está de graça no Kindle Unlimited hoje (25/03)!

2 – No mundo da Luna – Carina Rissi:

Esse é meu livro preferido da Carina e sempre que eu posso eu releio porque mais uma vez a Carina acertou no mocinho. A Luna é a protagonista e ela trabalha em uma revista como recepcionista mesmo com o diploma em jornalismo, então ela tem uma oportunidade de assumir a coluna de horóscopo da revista e como não sabe usar mapa astral, começa a fazer as previsões com base na leitura de cartas de tarô e isso causa um monte de confusão, junto com isso ela começa a se envolver com o chefe dela. Eu amo esse livro e a melhor parte é que assim como Perdida ele está disponível gratuitamente na Amazon hoje.

3 – Sushi – Marian Keyes:

Sushi é um dos meus livros preferidos de chick-lit e também é um dos meus favoritos da Marian Keyes(que é uma das minhas escritoras preferidas de todas) esse é um daqueles livros que você lê não dando nada pela leitura e no final você se sente agradecida por ter tido essa experiência. Esse livro conta a história de três mulheres – Ashling, Clodagh e Lisa, Lisa é chefe da Ashling que é melhor amiga da Clodagh e dessa forma a vida das três está interligada. O gênero chick-lit fala de mulheres modernas e eu sempre defino esse gênero como “comédia romântica em livros” e esse é um dos meus livros preferidos desse gênero, uma história com muitas reviravoltas e que aborda assuntos importantes, mas com muito bom humor.

4 – O Diário de Bridget Jones – Helen Fielding:

Um dos maiores clássicos do gênero chick-lit, esse livro tem três sequências, mas se ler só o primeiro já vai ser o suficiente. A Bridget é uma personagem com uma série de problemas que a gente se identifica e a forma que esse livro é conduzido é muito divertida. É um livro realmente viciante, daqueles que você de fato se desliga quando está lendo. Esse livro também foi muito bem adaptado para filme o que também pode ser uma dica para assistir durante esse período.

5 – Samantha Sweet, Executiva do Lar – Sophie Kinsella:

A Sophie Kinsella é muito conhecida pela série da Becky Bloom, mas os meus livros preferidos dela são os avulsos, tem vários que eu adoro e esse é um dos meus preferidos porque é um dos mais divertidos. A Samantha é uma advogada bem-sucedida e workaholic que comete um erro no trabalho e por uma série de mal-entendidos acaba se tornando empregada doméstica na casa de um casal de ricos, ela não sabendo nada sobre tarefas domésticas acaba tendo ajuda e nessa jornada ela acaba descobrindo que existem coisas além de trabalhar.

6 – Paris para um e outros contos – Jojo Moyes:

Esse é um livro de contos da Jojo Moyes e livros de contos são ótimos principalmente se você não tem o costume de ler porque contos são curtos e você pode se planejar para ler um por dia, os meus contos preferidos são o primeiro e o último que são os mais longos e o livro tem uma série de contos mais curtos no meio – o último conto inclusive conta com os personagens do livro A Garota Que Você Deixou Para Trás que é um dos mais bonitos da autora(mas que ao contrário do conto, não é nada descontraído).

7 – Os 12 Signos de Valentina – Ray Tavares:

Esse livro foi um sucesso absurdo no Wattpad e acabou sendo publicado pela Galera Record. A protagonista desse livro é a Isadora que é traída pelo namorado e está passando por uma grande fossa até que um dia ela bêbada em uma balada acaba conversando com uma mulher que fala pra ela sobre signos e isso acaba fazendo que ela fique obcecada pelo assunto. Ela cria um blog sobre signos e se desafia a sair com um homem de cada signo diferente para ver as diferenças com base nos signos, até que ela começa a se envolver com um homem cujo o signo ela desconhece. Eu li esse livro no Wattpad e assim que lançou pela editora eu comprei porque a Ray é uma escritora incrível e esse é um daqueles livros que vale muito a pena prestigiar.

8 – Anna e o beijo francês – Stephanie Perkins:

Eu acho que esse livro é um daqueles que toda adolescente deveria ler. Faz parte de uma trilogia(mas você pode ler cada um deles separadamente porque contam histórias diferentes) e esse é o primeiro e mais famoso livro dessa série. Anna se muda para Paris para estudar em um colégio interno e lá ela conhece e se apaixona por um garoto, mas como é de praxe em livros de romance existem uma série de problemas que os separam, porém isso não torna o livro pesado. É um romance bem fofo e por passar em Paris só torna a história melhor.

9 – O Sorriso das Mulheres – Nicolas Barreau:

O Sorriso das Mulheres é um dos meus livros de romance preferidos do mundo e eu releio sempre que tenho oportunidade. A história se passa em Paris e conta a história de um escritor que faz um livro inspirado em um restaurante e em sua dona, a jovem Aurélie. Após o término de um relacionamento, Aurélie acaba descobrindo esse livro e percebendo as semelhanças decide entrar em contato com o autor, mas o autor desse livro é bem diferente do que ela imagina e a jornada para conhecer esse autor acaba a levando para um romance.

10 – Liberte Meu Coração – Meg Cabot:

O único livro de época da lista se desconsiderarmos Perdida, esse livro da Meg conta a história da Finnula que tem várias irmãs e é uma mulher muito independente e a frente do seu tempo. Para conseguir dinheiro para o casamento de uma de suas irmãs, ela acaba sequestrando um lorde com interesse no resgate, mas ela não contava que o tal lorde adorasse ter sido sequestrado por ela. É um romance bem divertido de ler assim como a maioria dos livros da Meg.

Métodos de Estudo

Já me perguntaram algumas vezes qual é o meu método de estudo e eu achei importante fazer um post sobre isso porque o meu principal método de estudo é não me prender a um método de estudo e eu aprendi a fazer isso da pior maneira possível. Até o sétimo ano mais ou menos, eu era muito boa em decorar, o que me trazia ótimas notas em matérias que podia simplesmente decorar e péssimas notas naquelas que eu tentava estudar decorando, mas cuja decoreba não bastava. Até que eu passei a não ser tão boa em decorar, então passava em exatas e biológicas na força na fé e de um estudo que até hoje eu não sei explicar como fazia direito e em humanas e linguagens porque eu gostava e conseguia ter um bom desempenho porque conseguia assimilar as aulas. Eu levei dessa forma até o último ano do ensino médio.

No terceiro ano do ensino médio eu me desesperei porque estudava em um colégio que não tinha histórico em aprovação em vestibular(mencionei isso em um post anterior quando falei sobre o ano de 2016) e eu queria muito entrar na federal, então nas férias entre o segundo e terceiro ano, me dediquei a estudar métodos de estudo e isso impactou diretamente nas minhas notas no terceiro ano que eram altíssimas e que me fez ter nota o bastante para entrar na universidade. Se você chegou até essa parte do post se perguntando qual método eu usei, eu vou precisar informar que não teve método que eu não tenha usado porque o que eu fiz foi basicamente testar e ver quais se adequavam melhor. O método principal que eu utilizei na época era sempre revisar a matéria dada, por melhor que eu fosse na matéria em questão. Passei a utilizar mapas mentais em algumas matérias, fazer resumos e usei bastante o Método Cornell para fazer anotações. O que eu aprendi principalmente é que não se utiliza um método só porque o método de estudo precisa acompanhar a matéria e cada matéria tem a sua individualidade.

Para matemática eu fazia uma montanha de exercício(e é o que eu faço até hoje) e para as matérias onde eu preciso desenvolver mais, eu sempre vejo a quantidade de conteúdo e o estilo de prova que vou ter e adapto os métodos com base nisso. As vezes quando a prova de humanas tem partes mais objetivas eu estudo com base em cards com palavras-chave. E sempre que eu posso ter acesso a provas antigas que o professor da matéria que estou estudando deu, eu estudo os tipos de questão e as possíveis respostas.

A chave de ter um método de estudos eficiente é não ser engessado quando se trata de métodos de estudo e se adaptar sempre que for necessário. Até hoje eu sigo descobrindo novos métodos e testando, no terceiro período da faculdade eu estava com muita dificuldade de decorar algumas teorias para uma prova discursiva, então eu testei um método novo e deu certo, mas muitas vezes dá errado e por isso que você não pode se apegar a um método. É importante se organizar para conhecer novos métodos e tentar testá-los antes de uma prova concreta porque se você estudar em cima da hora pode dar certo como nesse meu caso em específico, mas a chance de dar errado é enorme e por isso é algo a se evitar.

Além de métodos de estudo propriamente, existem métodos para organizar os estudos e um dos mais conhecidos é o método dos quadradinhos(que vou admitir que nunca usei), mas nesse caso você pode ser mais livre e fazer da forma que for mais conveniente – pode usar aplicativos, o bloco de notas do celular, uma tabela do Excel, uma folha de papel, um calendário… São inúmeras opções e é mais fácil organizar o estudo que estudar de fato, mas não deixa de ser uma parte importante porque sem uma organização em si o estudo não vai fluir tão bem.

Estúdio Ghibli

Esse ano a Netflix começou a disponibilizar os filmes do Estúdio Ghibli no seu catálogo e nesse mês de março entraram mais alguns, incluindo o meu preferido O Conto da Princesa Kaguya e eu quis fazer um post falando um pouco sobre a importância do Estúdio Ghibli na minha vida acadêmica.

Eu conheci o Estúdio Ghibli no ano em que entrei na universidade, 2017. Fiz um artigo de Geopolítica cujo o tema era Naruto(Sim, vocês leram certo) e achei importante pesquisar sobre a cultura japonesa no geral para dar mais profundidade para o artigo e foi dessa forma que eu conheci As Viagens de Chihiro, o filme mais conhecido do Estúdio Ghibli e que venceu o Óscar de Melhor Animação. No ano seguinte eu entrei na matéria de Arte Asiática da UFRJ e meu tema de seminário para essa matéria foram as lendas japonesas e a lenda que eu mais estudei foi a lenda do cortador de bambu, que é uma das narrativas mais antigas do Japão. Esse seminário foi uma grande jornada emocional para mim porque essa lenda que comove muito e o Estúdio Ghibli fez O Conto da Princesa Kaguya baseado na narrativa dessa lenda e fizeram esse filme de forma tão primorosa que eu me vi chorando debaixo da coberta no meio da madrugada porque eu estava soluçando tanto que fiquei com medo de acordar alguém. E esse filme nem me fez chorar tanto quanto O Túmulo dos Vagalumes, que foi um filme que me fez recordar da pessoa que eu era no início da graduação, que tinha mais do que tudo o objetivo de trabalhar com direitos humanos porque queria minimizar os problemas do mundo, esse filme me fez lembrar de quanto o mundo é cruel e como as pessoas que menos merecem passar por problemas são as que mais sofrem na maioria das vezes. Mas também tive experiências maravilhosas como Meu Amigo Totoro, que em um momento bem desgastante foi um filme que me deixou com o coração quentinho.

Meu objetivo é assistir todos os filmes do Estúdio Ghibli, do mais leve ao mais pesado, do mais infantil ao mais adulto. Eu só lamento não ter conhecido esses filmes antes e agora tenho tentado fazer que as crianças da minha família tenham contato com os filmes do Estúdio Ghibli(e não estou falando de O Túmulo dos Vagalumes) e espero que para as poucas pessoas que me acompanham, esse post influencie vocês a conhecer o Estúdio Ghibli também.

Resenha: To Kill a Kingdom

Título: To Kill a Kingdom

Autor(a): Alexandra Christo

Páginas: 400

Editora: Feiwel & Friends

Avaliação: 3/5

Vou começar essa resenha falando o quão rápido eu conheci e comecei a ler esse livro, basicamente conheci esse livro por meio de uma fada que eu sigo no twitter e pouco tempo depois iniciei a leitura porque estava muito empolgada e cheia de expectativa pela FanArt que tinha visto. Muito possivelmente foi essa expectativa toda que me fez ser tombada por essa leitura, eu estava esperando muito mais desse livro e se eu tivesse lido sem colocar essa idealização toda em cima de leitura, eu poderia ter aproveitado mais porque o livro não é ruim, longe disso, só que eu tinha a expectativa lá nas alturas e não se concretizou.

Falando dos pontos positivos, a escrita é bem dinâmica. Chega a ser inacreditável a quantidade de acontecimentos que a autora colocou nesse livro sem que houvesse a necessidade de uma sequência. E os personagens são o ponto alto desse livro, sendo a Lira a mais incrível entre eles. Nem quando ela era vilã eu não conseguia deixar de torcer por ela e foi tão bom ter uma protagonista que não era indefesa! Ao contrário, a Lira foi responsável pelos maiores atos de coragem da história, alguns que poderiam ter custado a vida dela. O Elian também não é um personagem ruim, eu gostei dele em muitos momentos, mas gostei muito mais dos amigos dele que são o significado de meta de amizade. Outro aspecto legal foi a diferença que a autora deu para as sirenas e sereias, ambas matavam humanos, mas por motivos completamente diferentes.

O que deu errado para mim nesse livro(além das minhas expectativas) foi porque eu achei esse livro muito previsível, lá na página 100 eu já conseguia ter uma visão clara de como seria o final do livro e o desenrolar do enredo e foi tudo muito parecido como eu imaginava. O enredo pra mim foi pobre perto dos personagens que eram magníficos. Chegou no ponto desse livro me dar sono porque eu estava esperando que acontecesse alguma coisa e quando acontecia não era nada de extraordinário ou que eu não esperasse. Outro problema pra mim é que os sentimentos dos protagonistas um pelo outro foram mal explorados e desenvolvidos. Eu tinha acabado de ler a série A Corte de Espinhos e Rosas e o casal protagonista da série tem um baita desenvolvimento, tudo bem que eles tiverem 3 livros para tal, mas em 400 páginas era possível fazer uma coisa bem melhor.

Esse livro é uma versão dark de A Pequena Sereia, mas assim como a versão original, eu acabei não gostando tanto assim.

Dicas de como montar sua grade na faculdade

Hoje eu vim falar sobre uma das coisas mais legais e desesperadoras da faculdade que é montar a própria grade. Eu vou ser sincera e confessar que eu me desespero completamente em todos os semestres por causa disso, então esse post vai ser no melhor estilo “Faça o que eu falo e não o que eu faço” porque nem sempre dá pra seguir tudo isso.

A minha primeira dica é que matérias obrigatórias são sempre prioridade, então eu sempre puxo todas as matérias obrigatórias do meu período. A questão é que cada faculdade é diferente, então se em um período específico da faculdade as matérias obrigatórias forem muito difíceis, pode valer a pena balancear a grade com matérias obrigatórias de outros períodos que sejam mais fáceis pra tentar dar uma segurada no CR. Outra dica sobre matérias obrigatórias são sobre matérias obrigatórias que deixam uma lacuna na grade, pode valer a pena preencher essa lacuna com uma matéria obrigatória de um período acima porque assim você pode se adiantar.

Uma outra dica, na verdade uma das que eu menos sigo, mas considero importante que é não fazer o louco de puxar várias matérias de uma vez só. Quando você faz faculdade, principalmente se você estuda em uma onde existe a possibilidade de puxar matérias em outros cursos, a tentação é grande e eu estou sempre caindo nessa. Uma vez ou outra pode ocorrer porque nem sempre a matéria que a gente quer fazer abre em todo período então pode ocorrer uma urgência em puxar, mas isso é muito desgastante e portanto é melhor que não se torne recorrente. Outra questão importante é não olhar a grade da faculdade de uma forma isolada de todo o resto porque é importante considerar as outras tarefas que você precisa realizar, as outras responsabilidades que você tem e que existem coisas além das matérias na faculdade – projetos que você faz parte, trabalho, saúde mental, família.

Quando for puxar matérias fora do seu curso ou eletivas, pergunte, pesquise e consiga o máximo de informações que puder, sobre a avaliação, o professor e a ementa. Cair em matéria sem ter nenhum conhecimento sobre ela é furada, é muito importante ter informações que te ajudem a decidir se vale ou não a pena entrar porque muitas vezes a ementa é desorganizada, o professor é carrasco, são várias avaliações e é bom ter essas informações em mente na hora de decidir.

E minha última dica é tentar deixar sua grade o mais bacana possível, fora da esfera de matérias obrigatórias eu sempre tento puxar matérias com professores que eu conheço e gosto ou sobre temas que me interessam mesmo que possam não ter a ver com a minha graduação. É sempre bom ir para uma aula com um sentimento bom que vai ser uma experiência bacana para você. Eu adoro puxar matérias na faculdade de História da Arte, eu tenho colegas de turma que puxam matérias na faculdade de Educação Física, em Direito, Administração… Tenho uma amiga que tá sempre fazendo aulas nas turmas de Medicina e Biologia porque ela gosta dessa área e sempre tá feliz fazendo essas matérias. Isso pode até não interessar para a nossa formação, mas a gente aprende mesmo assim e estudar coisas tão diferentes nos torna mais completos e eu posso dizer por experiência pessoal que isso me torna mais feliz.